Superação sem autoajuda

Se você for uma pessoa, que como eu, tem um alto nível de autoexigência, superação, esse artigo foi pensado para você.

Se você for uma pessoa que trabalha em um ambiente de muita cobrança, esse artigo é para você.

Se você vive em uma zona de conforto e gosta disso. Economize nosso tempo e volte ao que estava fazendo.

Ok, já que você continua aqui, vou te mostrar alguns padrões mentais que nos levam a desistência. Sim, eu me incluo nisso, em diversos momentos, todos temos que lidar com decisões. E antes de optar por desistir, pense nos padrões mentais que te levam a isso.

Basicamente nós desistimos quando sentimos que não temos recursos suficientes para seguir em frente e a partir disso, nossa mente, como um mecanismo de autoproteção, cria o que eu chamo de Desculpas Confortáveis para o Fracasso.

Explicando como isso funciona:

Todos os PROJETOS precisam de RECURSOS. Então, vamos assumir aqui que a seu projeto seja a sua empresa, na qual você iniciou há exatos 12 meses.

Para tocar esse projeto para frente, você aportou diversos recursos, como: tempo, energia, paciência, dinheiro…  E agora, depois de 12 meses, você pensa em desistir.

Nossa mente tem o instinto primitivo de nos precaver de situações dolorosas, seja protegendo nosso corpo, como por exemplo, ao sermos surpreendidos por uma iminente queda, como um simples tropeço no meio da rua, nosso cérebro, instintivamente envia sinais para protegermos nossa cabeça, isso é puro instinto. Repare nos gatos, eles nunca caem de costas. É agilidade alinhada a auto proteção. Esse mesmo mecanismo de defesa, também é ativado quando nossa mente tenta nos proteger da dor do fracasso, culpando a escassez de recursos por nossa desistência. Repare que o padrão é o mesmo. Seja uma queda física, ou psicológica, nosso instinto sempre tenta nos proteger de possíveis traumas.

Continuando o exemplo citado acima, já consigo escutar alguém dizer:

-“A empresa não foi pra frente, porque não tem dinheiro, né?”

–   “A empresa teve que fechar, porque eu estava sem tempo, né?“.

Pode ser coisa minha, mas se eu ouço alguém terminar a frase com um “né“ eu já sei que ela está querendo me enrolar, e o pior, já conseguiu enrolar a si própria. “Né“ significa que a pessoa não acredita em sua própria história e busca por aprovação externa.

E quando culpamos a falta de recursos pelas nossas desistências, criamos uma condição na qual é muito fácil obtermos esse tipo de aprovação ou perdão da sociedade. Afinal de contas, ninguém tem dinheiro, tempo e demais recursos infinitos. Esse cenário é justamente o que eu chamo de Desculpas Confortáveis para o Fracasso. É uma espécie de abandono de barco, sem sentir a dor do fracasso.

Grandes projetos de sucesso como Google, Youtube, Amazon, Wall Disney, McDonald´s não tiveram seus primeiros dias, ou até mesmo anos fáceis, mas a persistência norteou esses empreendedores a terem coragem de mudar. Se você muda, você está ouvindo seu mercado. Não é fácil, mas é uma dor que vem para o seu crescimento.

Jogue no lixo suas Desculpas Confortáveis para o Fracasso, avalie melhor o cenário a sua volta, talvez você tenha menos recursos, mas com certeza conquistou uma sabedoria e vivência que são recursos muito fortes e que não estavam disponíveis há 12 meses atrás, quando da criação do seu negócio. E mude! Nós superestimamos o que podemos fazer em um ano, e subestimamos o que podemos fazer em 5 anos. Você só vai chegar lá se estiver aberto às mudanças.

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